12 setembro 2015

Compartilhando experiência de VIDA


Olá sou Rosnei Dobzinski, faço parte do GFASC já há 16 anos, sinto-me feliz em fazer parte desta família e tenham certeza que minha vocação nasceu dentro do GFASC, moro em Tibagi uma cidade bem próxima de Ponta Grossa, há um ano e meio fui convidado por meu pároco para ser candidato ao Diaconato Permanente, convite que de primeiro momento me causou medo, mais que depois aceitei e posso compartilhar com vocês que estou me sentindo muito feliz com essa nova caminhada de minha vida, num total de 10 etapas, estudadas ao longo de 5 anos. Na etapa de janeiro, que foi a primeira, nos foi informado que na etapa de julho haveria possibilidade de irmos para Florianópolis conhecer  o trabalho do Padre Vilson Groh, mas foi só na noite anterior da partida que nos foi explicado com detalhes a viagem, que iríamos ficar em uma favela em um morro chamado “Morro das Caieiras” onde na semana anterior haviam matado três pessoas e que ficaríamos na casa de famílias moradoras do próprio morro, ficou livre para que quem não se sentisse a vontade para ir, não seria dado como falta, mas todos optaram por ir, embora alguns com medo.
Ao chegarmos ao pé do morro tivemos que terminar a viagem a pé, pois o  ônibus não subia. O Pe. Vilson e algumas famílias nos aguardavam com um jantar, e logo após as famílias se apresentaram e acolheram os candidatos em suas casas, eu fui acolhido por D. Ana e José.
No primeiro dia nos foi apresentado o trabalho desenvolvido através do IVG (Instituto Vilson Groh). O Pe. Vilson reside no morro a 34 anos, o povo de lá tem um enorme respeito por ele, já que conseguiu trazer água, luz, escola, asfalto e sobretudo a tranquilidade para o morro. Em outro momento nos foi sugerido fazer missão na favela, visitando as casas e fazendo orações com as famílias, relato aqui que em uma das casas me emocionei com as palavras  de D. Tereza, ao nos receber ela disse que naquele dia Deus havia ouvida suas preces, pois a mais de vinte anos pedia que um dia recebesse a visita de Jesus em sua casa e com a nossa chegada isso havia se realizado, eu disse que não era  parecido com Jesus, e ela disse, mais eu vejo Jesus em você, isso me fez chorar de emoção, porque mesmo sendo uma pessoa simples consegui refletir Jesus pra alguém. Voltei com um pensamento diferente do que é um morro, porque embora seja um lugar de tráfico e violência existe um número muito maior de pessoas boas.
Uma das lições que tive nesta missão é que  quando uma pessoa assume verdadeiramente seu papel de cristão e segue os  ensinamentos do Evangelho de Jesus Cristo tudo se transforma ao seu redor: Que é o que Pe. Vilson fez nesta comunidade.

Sagrado Coração de Jesus: Confio espero em vós
Madre Clélia: Protegei-nos












Rosnei e Pe. Vilson

 Casas do Morro
 Giovane candidato a diácono, dona Ana e seu Zé, família que acolheu os missionários
Dona Tereza.

Giovani, Conrado, Padre Mário e eu. 
 
 
Andando na missão

 
 
 
 
 
 
 

2 comentários:

Débora Dobzinski disse...

Feliz por você Rosnei, e saiba que sempre estarei ao seu lado em sua caminhada.

O GFASC disse...

Rosnei, não tenhas medo de dizer SIM A Jesus. Que em tua missão de diácono permanente, você sempre possa levar às pessoas a conhecerem Jesus.